29 de nov de 2011

9º grito

Não subestime minha capacidade, pois eu posso transformar o tempo...
Eu perpetuo o dia cinza que nublou o meu espelho, e hoje, enxergo fragmentos de alguém que um dia conheci... Minha retina cansada arde, e frustrada nas entrelinhas insanas dos poucos versos, insisto...
Vou reinventando o horizonte para camuflar páginas em branco que jamais serão escritas. Faz tanto tempo que já nem lembro mais de mim...
Eu entendi que o caminho é circular, mas continuo correndo em busca de arestas que ouço cantarem por aí... Sonho sonhos que não vou viver e choro lágrimas que são donas de mim... 

O fim é o começo e o começo é sempre o fim... abandonada à própria sombra, eu sigo só.

g.köhler

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